O universo acadêmico que é a UFRN - ou de qualquer outra universidade, pública ou particular - está longe de ser perfeito. À medida que progredimos, vamos nos deparando com novos problemas, os quais vão exigir nossos esforços e mobilizações para solucioná-los. Assim é a própria trajetória humana.
Fora da universidade, mas ligada à ciência que cada departamento/curso toma para sí, existem dezenas, senão centenas de coisas que exigem maior ou menor atenção da comunidade acadêmica. Mas, dentro dela - da universidade - também existem coisas que exigem igual atenção desta mesma comunidade. A biblioteca central é uma destas coisas.
A comunidade acadêmica do curso de história está sendo enormemente prejudicada pelo que se encontra, atualmente, na BCZM: um corredor escuro, um ambiente quente e uma organização inexistente. Estes problemas se arrastam por meses, senão anos, e nada muda esta situação lastimável.
O Centro Acadêmico de História enviou, á administração da BCZM, um ofício exigindo a tomada de uma atitude. Como resposta - e uma resposta demorada -, fomos convidados à uma reunião com a diretoria e, posteriormente (e coloque posteriormente nisso), o ofício fora respondido por escrito, conforme diz o protocolo público. O documento-resposta, bastante volumoso, não presta qualquer solução ao problema existente, contudo, salvo as questões burocráticas que já a muito estão em andamento, um problema sempre salta aos olhos desta administração. Um problema que é denunciado não apenas pala presente administração da BCZM, mas também pelo próprio Departamento de História, pelo próprio CCHLA e, de igual forma, pelos colegiados da UFRN: o corpo discente é omisso, acomodado e passivo.
Diante de um problema, o aluno, encontrando-se prejudicado e mesmo estando coberto de razão, nada faz. Agüenta suas angustias calado, ou pior, quando fala, o faz apenas para amigos. Nenhuma reclamação formal é feita. Nenhuma crítica institucional é gerada e, justamente por isto, os "agressores" e/ou infratores das normas da UFRN permanecem impunes, gozando de sua empáfia, como se nada os pudesse atingir.
O estudante, por seu turno, joga a culpa no medo de represárias.
Medo? Tal medo só existe por que os que violam os direitos alheios o fazem por possuírem a total certeza de que nada nem ninguém, "abaixo" deles, fará algo a respeito. Se não há denúncia, não há investigação e, não havendo investigação, não há punição. Quanto maior for o número de reclamações oficiais e críticas institucionais, menor será a impunidade destes que fazem, do espaço público que é a universidade, o seu feudo particular.
As regras são claras e não podem ser violadas. Quando as regras não são perfeitas, ou são incompletas, mobilizações devem (e podem) ser feitas exigindo a modificação ou correção do que precisa ser melhorado. Isto é um direito inalienável do cidadão: o direito de exigir o melhor para a coletividade. Mas se diante dos problemas todos se calam, então se faz valer o dito popular: "quem cala consente!"
SE VOCÊ SE SENTE PREJUDICADO, POR QUEM QUER QUE SEJA, DE QUE MODO SEJA, PROCURE SEUS DIREITO!!!
FAÇA UMA RECLAMAÇÃO OFICIAL. FAÇA POR ESCRITO, PESSOALMENTE, OU POR MEIO DE UM ORGÃO DE REPRESENTAÇÃO, COMO UM CENTRO ACADÊMICO, COMO UMA CHEFIA DE CENTRO OU UMA DIRETORIA DE DEPARTAMENTO.
ALÉM DESTES, HÁ A OUVIDORIA!!!
ALÉM DESTE, HÁ O MINISTÉRIO PÚBLICO!!!
Não se cale.
Reclame! Lute! Mas faça isto do jeito certo.
Sobre a biblioteca:
Quanto maior for o número de reclamações oficiais junto á instituição e à administração da universidade, maior será a força de nossa reivindicação e maior ainda será a possibilidade destes problemas serem resolvidos, e rapidamente.
Não seja conivente com o que está errado.
Saiba quais são seus direitos e como fazer para garantir a integridade deles.
Não sofra calado, sozinho, por algo que, juntos, podemos resolver...